Seg04242017

Última atualizaçãoSab, 22 Abr 2017 6pm

Artigo

"Estado"

Por Juarez Alvarenga – Articulista Jornal Estadoatual

Nascemos com a necessidade tanto de índole individualista como coletiva.
Saímos do ventre materno, para o seio da sociedade.
Primeiro ciclo atrativo e afetivo acolhedor é a família. Nas eras primitivas os clãs tornaram-se o embrião do estado moderno.
Próximo ao estagio natural avançamos moldados por princípios capaz de conter nossa antologia congênita perversa humana destrutiva.
Dentro do ciclo social somos fomentadores e moldados a comportamentos condicionados que nos leva a adaptação fácil.
Nasce então o ente estatal, obra inteiramente humana e por isso imperfeita.
Surge um homem mais condicionado ao funcionamento social.
O estado é o monopólio da força legitima, exercido pelo ente jurídico, como dizia MAX WEBER.
É o antro da razão a fim de encampar seus cidadãos a fim de uma convivência civilizada.
Surge então MARX negando sua funcionalidade e seu desaparecimento. Para ele, o estado é a força da classe burguesa tentando submeter o proletariado aos seus caprichos.
É necessária, com a construção do estado, a distribuição do poder com a investidura humana, para bem realizar.
A escolha segundo MAX WEBER, é legal ou racional, tradicional e carismática. Existindo formas imperfeitas sendo a que mais destaca o despotismo esclarecido.
A história do estado é um processo evolutivo construtivo.
Pode o estado renunciar seu poder econômico, porém jamais é permitido abdicar de seus fundamentos essenciais, como o monopólio da força legitima, para o bom funcionamento da sociedade.
Das evoluções marcantes deste processo, quase linear do estado, surge o estado de direito. Este é a submissão dos governantes e governados aos ditames da lei.
No mundo moderno, é quase unanime, o estado fruto da razão e da lei. As outras modalidades tem mais valor histórico sem praticidade na era moderna.
O homem para ser integral tem que ser social. Seus instintos destrutivos tem que ser freado por instrumento de força como estado.
O individuo é apêndice do social. Suas virtudes e defeitos só podem ser exercidos por parâmetros contidos na lei que é uma derivação estatal.
No mundo moderno é imaginável a sociedade sem estado. O que comporta discutir é se deve o estado participar mais o menos da vida humana.
E este será o grande tema, para as próximas gerações.

Foto: Juarez Alvarenga – Articulista Jornal Estadoatual