Qua05242017

Última atualizaçãoQua, 24 Mai 2017 6pm

Artigo

O machismo bate na nossa cara

Por: Érica Araújo Castro / Articulista do Jornal www.estadoatual 

www.facebook.com/ericaaraujoecastro

Nos últimos dias temos vivido momentos em que o machismo de nosso dia a dia tem escancarado sua cara múltipla, mista: de atores a atrizes famosos a pessoas “comuns” através de seus comentários em suas redes sociais ou nas notícias, a participantes do Big Brother Brasil (BBB).

E aí percebemos como a coisa está feia e por mais que se considerem os avanços conquistados por muita luta através do feminismo que abriu frentes para a manifestação e maior inclusão das mulheres na sociedade, ainda há muito o que fazer e muito pelo qual lutar.

Por exemplo, para grande constrangimento da emissora e de sua família, o ator José Mayer, casado há 45 anos, foi denunciando por uma figurinista da Globo por assédio tão consistente e ameaçador que incluíram além da cantadas, o toque não autorizado em sua vagina. Quando Su Tonani não correspondeu, passou a ser chamada de “vaca” mesmo na frente de outras pessoas. Primeiramente, negou tudo. Disse que ela estava confundindo seu personagem com ele mesmo. Depois, desculpou-se.

Caio Blat e Oscar Magrini entraram em defesa de seu colega de trabalho dizendo frases como “O Zé a gente conhece” ou “a mulher tem que saber se colocar para não provocar”.

Ainda no BBB, que serve como um experimento social, vimos um médico, o Marcos, gritando com várias mulheres, constrangendo-as, com dedo em riste em seus rostos. Em outra situação, apertou o braço de sua namorada, deixando-o com uma marca roxa, além de machucar seu pulso, reclamação que ela fez a ele em meio a discussões em que ele a abraçava a força, deitava sobre ela mesmo quando ela o repelia etc. Ao mesmo tempo, exigia que ela falasse baixo, que se calasse, que aceitasse em silêncio o que ele estava dizendo e fazendo – para em seguida cair no choro e se desculpar. Um verdadeiro circo de horrores que reproduziu em rede nacional a situação de milhares de mulheres o Brasil inteiro que convivem com parceiros – não loucos ou desequilibrados – mas homens comuns, educados para darem a última palavra e classificarem de louca qualquer mulher que se coloque contra seus desejos.

Importa para Marcos que Emily se sinta agredida? Não. Importa para Marcos que Emily seja muito menor que ele e que acossá-la em um canto de dedo em riste deixá-la-á temerosa por sua segurança física? Não.

Não importa ao “dono” moderno do corpo feminino como a mulher sente-se ao ser exposta ao que ele acha normal. Gritar com ela? Ele pode – mas se ela levanta a sua voz é imediatamente classificada de mal educada e desequilibrada. Mexer com ela na rua, incomodando-a pelo simples fato de que ela está passando por ali? Pode. E se ela reclamar é mal educada e não sabe receber “elogios”. (Obviamente, importa pouco se ela acha o comportamento dele, o tal “macho”, inconveniente e predatório).

Porque o que importa mesmo é o que pensam os nossos machos, essas crianças mimadas em corpos de adultos, que não podem ser contrariadas pelas mulheres, suas inferiores, e reagem com gritos ou palavrões à menor negação de seus desejos.

Na verdade, fico aqui me perguntando qual é o pior: o homem que possui esse tipo de comportamento ou a mulher que sai em sua defesa.

Foi o que vimos Maitê Proença fazer me relação ao José Mayer, quando a mesma disse que é preciso ter um nível de tolerância para o assédio, senão a vida fica chata.
Não. Não é preciso ter tolerância para o assédio, uma vez que o mesmo é crime, tipificado no Código Penal, artigo 216.

Antes, é preciso separar com clareza o que é do jogo social saudável, das formas aceitas de tentativas de contato entre pessoas que possuem interesse em alguém e o alvo de seus interesses.

Aproximar-se de alguém e manifestar educadamente e de maneira não invasiva esse interesse, não é assédio nem violência. Solicitar os contatos de alguém de maneira polida e sem excessos também não. Aproximar-se de uma estranha com quem tem trocado olhares e perguntar se poderia conhecer-lhe iniciando a conversa muito menos.
Porém acreditar que é normal agir insistentemente das maneiras citadas depois de várias negativas é ser, no mínimo, grosseiro, mal educado – machista. É assédio, já que passa a ser constrangimento – e sendo tal, seria inapropriado, mesmo que não fosse ilegal.

O que os casos citados nos mostram é que os homens em nossa sociedade precisam urgentemente aprender a receber um “não” como resposta e deixar quem disse o não em paz.
E o interessante sobre o assunto ainda é que sempre que casos assim são mencionados, aparecem aqueles que correm a dizer “mas eu não sou assim!”.

Não é? Que ótimo! E o que você faz para que o seu “brother” não seja? O que você faz quando seu amigo segura a “mina” pelo cabelo na balada ou quando você vê aqueles seus amigos de república cercando moças no carnaval e obrigando-as a beijar-lhes?

Nada, né, amigão? Você não faz nada. Lembro-lhe uma frase de Martin Luther King: “o que me incomoda não é o barulho dos maus. Mas o silêncio dos bons” – então, se você realmente acredita que não se encaixa na reprodução do comportamento machista engaje-se no combate a ele. Porém pelos motivos certos.

Não porque você tem mãe, irmã, amigas, primas ou filhas. Mas sim porque as mulheres são sujeitos de direito e merecem ser tratadas com respeito por todos. Por você e pelos seus amigos. Por todos. Só assim o machismo parará de bater na nossa cara todos os dias a todos os momentos – até dentro de nossas casas quando ligamos a TV.

Considero impressionante hoje, em pleno século XXI, ter que repetir essa verdade porque ainda não foi absorvida pela sociedade. Que vergonha!

Foto:  Érica Araújo Castro / Articulista do Jornal www.estadoatual

Artigo

Minha Maior Conquista

Juarez Alvarenga - Articulista Jornal www.estadoatual.com.br 

A vida caminha para frente e deixando para trás traços marcantes. Esta sinalização nos conduz a aumentar os passos e horizontes.

Momentos inoportunos e ensinamentos ricos convergem, para soluções solidas e inteligentes.

Cavar com consciência, porém sem ter a noção da profundidade do abismo é um relapso que cometemos no decorrer da existência.

Se nossa dor dos erros cometidos nos salvasse seria a vida, significativamente, leve e lépida. Porém, é a consciência do erro e a logística de saída nos faz ser crentes em um futuro brilhante.

Se nossa descida no abismo não é instantânea e sim obras cumplice com o ser humano sua saída é obra grandiosa de seu próprio intimo. O tempo, juntamente com a vontade de acordar cedo, para enfrentar as batalhas diárias com otimismo e afinco é sem duvida a estratégia mais inteligente.

Confesso que já fui arredio de mim mesmo. Desafeto de meu patrimônio intimo. Morador quase vitalício de abismo escuro. Mas o dia que fui seduzido por mim mesmo as nuvens escuras transformaram em arco íris brilhantes. Aproximei com profundidade de minhas características singulares acabei encontrando um tesouro reluzente nas entranhas de minha dor.

Foi como um lampejo. Tudo aconteceu, quando o piso do abismo chegou ao limite. A subida não foi linear cheio de recomeços. Deixei para trás minhas convicções autodestrutivas e ergui meu castelo intimo com sabedoria e alegria.

Construir algo poderosíssimo, depois do encontro resoluto comigo mesmo.

Dele nasceu um novo homem, dentro de um novo mundo, com nova mentalidade fazendo apologia da felicidade perene.

Por isso digo, que minha maior conquista foi ter sido salva na mais forte correnteza e ter chegado renovado no paraíso humano possível.

Hoje levanto com minha força máxima e cumprimento o dia com alegria e vou atrás de meus sonhos possíveis, com tenacidade dos heróis de si mesmo.

Foto: Juarez Alvarenga - Articulista Jornal www.estadoatual.com.br

Segurança Pública

A verdade lógica é uma declaração verdadeira

Para que servem as estatísticas na segurança pública?

Da redação:
Estamos republicando uma inteligente e bem mencionada opinião da antropóloga Ana Miranda. Publicada pelo jornal Extra, do Rio de Janeiro. Bem próxima da nossa Conselheiro Lafaiete, a capital carioca respira problemas sociais bem próximos dos nossos. Mesmo com menos intensidade de violência, lutamos por uma política de melhor segurança. Vamos às estatísticas ...


Por: Ana Paula Miranda

A estatística entendida como ciência do Estado se constitui em um exemplo privilegiado da relação entre saberes e poderes, que vai desde a escolha dos temas a serem investigados até os conceitos, bem como outros aspectos metodológicos da produção de estatísticas públicas, tudo é produto de escolhas feitas pelos "analistas". Assim, as estatísticas não podem ser compreendidas como uma cópia da realidade, mas sim como sínteses construídas a partir da observação das realidades.

Conseqüentemente, todo recorte estatístico é constituído por diferentes interpretações de um mesmo fato, o que explica a existência de um grau aceitável e conhecido de erro, muito embora haja um discurso de que os números sejam sempre exatos.

A inexatidão da informação estatística tem sido comumente interpretada como uma forma de manipulação intencional, com o objetivo de obter os resultados que interessam aos governos. Esta prática é tradicionalmente chamada de "maquiagem", como referência ao hábito de utilização de produtos de beleza para disfarçar imperfeições e realçar pontos positivos, bem como para produzir máscaras e fantasias. Não há como negar que a metáfora se aplica bem a diversas formas de governos, nacionais ou internacionais, mais ou menos democráticos, que ao longo da história procuraram dissimular alguns fatos e exibir outros tantos.

Porém, há que se problematizar mais a inexatidão estatística sob o risco de perdermos um instrumento de análise necessário para a construção de políticas públicas. Primeiro, é preciso se pensar para que servem os dados na segurança pública? Servem para, principalmente, orientar a administração quanto aos caminhos que deve seguir no planejamento, execução e redirecionamento das ações do sistema policial. Servem, também, para a população conhecer o que está acontecendo ao seu redor; e, depois, para que, conhecendo os dados e áreas de incidência, a população e os diferentes setores da sociedade civil possam objetivar as demandas por providências do Poder Público e contribuir para o esforço comunitário contra a insegurança.

O uso da informação estatística possui um caráter estratégico porque permite dar significado a infinidade de dados que inundam a administração pública. A sua importância não está apenas na divulgação da informação, mas na transformação da informação bruta em algo que possa servir para orientar ações futuras. Portanto, é o contexto que vai determinar o sentido dos dados.

O processo de quantificação para que seja útil à interpretação da realidade deve ser complementado pelas informações qualitativas, que fornecem mais detalhes sobre o fenômeno que se pretende estudar.
A propósito da insegurança, cumpre sublinhar que os dados estatísticos das polícias dão conta apenas do que se pode chamar de (in)segurança objetiva, o que tem a ver pura e simplesmente com a quantidade das ocorrências criminais. Não dão conta da (in)segurança subjetiva, também conhecida como sentimento de insegurança, que, independentemente dos dados objetivos, pode ser ampliada por inúmeros fatores, mas principalmente pelo impacto emocional destas ou daquelas ocorrências em função de quem seja a vítima ou o local onde tenham ocorrido.

FotoInfográfico / Ilustração -Divulgação Internet 

Artigo

"Estado"

Por Juarez Alvarenga – Articulista Jornal Estadoatual

Nascemos com a necessidade tanto de índole individualista como coletiva.
Saímos do ventre materno, para o seio da sociedade.
Primeiro ciclo atrativo e afetivo acolhedor é a família. Nas eras primitivas os clãs tornaram-se o embrião do estado moderno.
Próximo ao estagio natural avançamos moldados por princípios capaz de conter nossa antologia congênita perversa humana destrutiva.
Dentro do ciclo social somos fomentadores e moldados a comportamentos condicionados que nos leva a adaptação fácil.
Nasce então o ente estatal, obra inteiramente humana e por isso imperfeita.
Surge um homem mais condicionado ao funcionamento social.
O estado é o monopólio da força legitima, exercido pelo ente jurídico, como dizia MAX WEBER.
É o antro da razão a fim de encampar seus cidadãos a fim de uma convivência civilizada.
Surge então MARX negando sua funcionalidade e seu desaparecimento. Para ele, o estado é a força da classe burguesa tentando submeter o proletariado aos seus caprichos.
É necessária, com a construção do estado, a distribuição do poder com a investidura humana, para bem realizar.
A escolha segundo MAX WEBER, é legal ou racional, tradicional e carismática. Existindo formas imperfeitas sendo a que mais destaca o despotismo esclarecido.
A história do estado é um processo evolutivo construtivo.
Pode o estado renunciar seu poder econômico, porém jamais é permitido abdicar de seus fundamentos essenciais, como o monopólio da força legitima, para o bom funcionamento da sociedade.
Das evoluções marcantes deste processo, quase linear do estado, surge o estado de direito. Este é a submissão dos governantes e governados aos ditames da lei.
No mundo moderno, é quase unanime, o estado fruto da razão e da lei. As outras modalidades tem mais valor histórico sem praticidade na era moderna.
O homem para ser integral tem que ser social. Seus instintos destrutivos tem que ser freado por instrumento de força como estado.
O individuo é apêndice do social. Suas virtudes e defeitos só podem ser exercidos por parâmetros contidos na lei que é uma derivação estatal.
No mundo moderno é imaginável a sociedade sem estado. O que comporta discutir é se deve o estado participar mais o menos da vida humana.
E este será o grande tema, para as próximas gerações.

Foto: Juarez Alvarenga – Articulista Jornal Estadoatual

Artigo

Despertar e Levantar

Juarez Alvarenga – Articulista do jornal Estadoatual 

Hoje dormir com os olhos no amanhã e a mente bem perto do conforto psicológico.

Fiz planos imediatos e de um futuro distante.

Agora acordo com entrada do sol infiltrada em meu o comportamento diurno.

Desperto para o mundo e a realidade concreta.

Levanto sem dor e entusiasmado, para enfrentar a fria realidade.

Lembro-me das delicias de empacotar sonhos, da noite na cama, para o seio do sol escaldante e com autenticidade brincar com a realidade, com a mesma perspicácia de uma criança que brinca com seus novos brinquedos de natal.

Aprendi como colocar os sonhos no ninho da realidade. Basta voar como pássaros e aterrissar com sonhos no bico. É necessário enfrentar os desvios de rotas e acreditar que as levezas das utopias são transportáveis.

Muitos sonhos não se moldam aos primeiros voos. É necessário alternativas de espaços se não eles escapam das cadeias, como o prisioneiro atento fogem com os descuidos dos vigias.

Observação e alento cordial levam nossos sonhos ao encontro com planejamento noturno.

Iluminar nossas mentes de utopias valentes é buscar com convicções dos crentes, a transformação de agua em vinho.

Deus nos dá a distancia dos sonhos. E a vida nos dá o caminho e a direção de como conquistá-los.
Ao despertar de cada manhã, resta levantar da cama para o campo de guerra. Munidos de que nosso arsenal intimo é o mais poderoso instrumento de realização em caprichos formais.

Os sonhos amarrados à realidade solar tem tudo, para desvincular da noite e transformar nosso barco em petrechos cheios de felicidades, andando com segurança, independentemente, da altura da maré. Basta despertar com alegria e levantar com valentia que as utopias timidas irão destroçar em fragmentos da realidade.

Foto: DivulgaçãoJuarez Alvarenga – Articulista do jornal Estadoatual