Alunos de Capela Nova produzem filtro biológico para reduzir poluição da água
Depois de utilizada para lavar as louças, a água que sai da pia da casa do estudante Nilmar Celestino de Souza, está cada vez mais limpa. Ele e seus colegas da Escola Estadual Chiquinho de Paiva, no município de Capela Nova, produziram um filtro biológico. “A invenção utiliza brita, areia e plantas como o inhame e o copo de leite. As raízes dessas plantas filtram os resíduos de gordura e a água sai praticamente limpa”, ressalta o aluno do 2º ano do ensino médio.
O filtro foi feito com duas caixas de 250 litros. Em cada uma delas foram colocadas camadas de britas e de areia. Depois os estudantes plantaram as mudas. As caixas foram colocadas na saída do cano da pia das casas. “As caixas são ligadas por canos. A água cai por cima da primeira caixa e é filtrada, passa pelo cano e cai em outra caixa. Depois que é filtrada novamente ela é liberada”, conta Nilmar.
Ainda segundo o estudante, o inhame e o copo de leite foram escolhidos porque são plantas típicas da região e por terem raízes longas. “De acordo com a nossa pesquisa, a raiz alongada penetra mais facilmente na areia e facilita o filtro dos resíduos de gordura”. As mudas foram doadas pelos alunos.
Os filtros foram colocados em quatro residências e o resultado pode ser visto na aprovação dos moradores. “As plantas filtram as impurezas da água e depois que ela passa pelas duas caixas já sai clarinha. Depois que o filtro foi instalado melhorou bastante”, aprova Sandra Regina Alves de Sousa.
Para expandir a iniciativa, os alunos estão montando um folder, que deve ser distribuído para toda comunidade ainda este mês, que tem um dia dedicado a preservação da água: no dia 22 é comemorado o Dia Mundial da Água. “Montamos um esquema para chamar a atenção das pessoas e mostrar que a nossa ideia tem dado certo. É um método de baixo custo e que qualquer pessoa pode fazer. O folder será distribuído para toda comunidade. Nele estamos colocando os objetivos do projeto e ensinando como fazer o filtro”, ressalta a professora de Geografia e idealizadora do projeto, Márcia Moreira da Cunha.
Foto: Divulgação/ Arquivo Pessoal










