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Última atualizaçãoSab, 22 Abr 2017 6pm

Polícia

Ataque de abelhas

Morre a segunda vítima

Militares dos Bombeiros também foram feridos durante o atendimento as vítimas.

Na tarde desta terça-feira (14/3), faleceu a segunda vítima do ataque de abelhas ocorrido, na localidade de São Gonçalo, zona rural de Conselheiro Lafaiete/MG. A idosa estava interna no Hospital João XXIII, na capital, Belo Horizonte.

Luiza Pereira da Fonseca de 70 anos faleceu pouco antes do sepultamento do marido Paulo Marcolino da Fonseca (75), um filho de 42 anos, estava acompanhando o casal e sobreviveu. Conforme registro, o fato ocorreu durante ao ataque de uma colmeia que estava em um moinho, no momento em que a família reativava o equipamento, conforme relato, milhares de insetos atacaram toda família, causando dezenas de picadas nas vítimas. O filho do casal chegou a socorreu sua mãe, carregando ela no colo para fora do ataque, até a chegada dos militares da 2ª Companhia.

Ação dos Bombeiros

No sítio, militares se deparam com três vítimas, em um local de difícil acesso, com aproximadamente, um quilômetro de mata, distante da casa. Devidamente equipados, os militares se deslocaram onde ocorreu o ataque e conseguiram retirar duas, das três vítimas, inicialmente, sendo um homem de 42 anos e sua mãe, a terceira vítima, um senhor de aproximadamente 75 anos, ainda encontrava-se no local do ataque, em uma ribanceira íngreme e dentro de uma vala, com milhares de abelhas ao redor, sendo que as mesmas encontravam-se bastante agressivas e atacando a todo o momento.

Com a utilização de prancha e corda para salvamento, Paulo Fonseca foi imobilizado e retirado do local do enxame, com sinais vitais presentes. Durante seu deslocamento até a Unidade de Suporte Avançado do SAMU, a vítima veio a entrar em Parada Cardiorrespiratória, sendo que os militares efetuaram manobras de ressuscitação, na tentativa de reanimação do mesmo. Infelizmente, após realizar todos os procedimentos para reanimar, Paulo não resistiu, sendo constatado óbito pelo médico da Unidade de Suporte Avançada do SAMU.

Mesmo os bombeiros devidamente equipados com Epi's adequados, vieram a sofrer várias picadas pelo corpo, devido à quantidade de abelhas, agressividade das mesmas e o local de difícil acesso.

A situação estava tão crítica que um cavalo, que se encontrava no local, foi atacado e veio a falecer, devido às inúmeras picadas. Apesar do risco de vida, os militares 2º Sgt George, 2º Sgt Soares e Sd Paulo Marcos, cumpriram sua missão, demonstrando profissionalismo e coragem, enfrentando todas as dificuldades que a situação apresentava. Os militares foram medicados e liberados posteriormente, sem maiores danos à saúde.

DICAS:

O calor e a florada influenciam no surgimento de enxames itinerantes e aumento do número de insetos nas colmeias. O calor também deixa as abelhas, vespas ou marimbondos mais agitados e agressivos.

Para evitar problemas, o Corpo de Bombeiros Militar recomenda:

Evite movimentos bruscos e excessivos quando próximo a colmeias.

Não grite, pois as abelhas são atraídas por ruídos, principalmente os agudos.

Evite operar qualquer máquina barulhenta próximo a colmeias. Examine a área de trabalho antes de usar equipamentos motorizados.

Ensine as crianças a se precaver e não matar as abelhas, vespas ou marimbondos.

Se for atacado, proteja o pescoço e o rosto das picadas, com a ajuda de uma camisa ou outra vestimenta. Se a ferroada ocorrer na cabeça e/ou pescoço, procure imediatamente auxílio médico.

Pessoas alérgicas a picada de insetos devem evitar caminhadas em áreas de mata, pois para quem é sensível à peçonha, apenas uma picada pode ser suficiente para gerar um choque anafilático.

Caso seja alérgico a picadas, pergunte ao seu médico o que fazer.

Caso alguém seja picado, é importante que faça a remoção imediata dos ferrões, pois eles continuam liberando peçonha gradativamente. A sua retirada interrompe esse processo.

Após a picada, a abelha perde seu ferrão e a bolsa de peçonha e morre. Contudo, o mesmo não se aplica às vespas e marimbondos. Após picar eles estão prontos para atacar novamente.

Em casos de formação de colmeias em residências, o proprietário deve acionar uma empresa de apicultura especializada para a remoção do foco. Nos casos mais críticos, acionar o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193.


Leia mais: http://www.estadoatual.com.br/policia/92-bombeiros/2694-ataque-de-abelhas-14-3-2017

Foto: Divulgação / BMMG - Local do fato e equipe que realizou o resgate