Bandeiras do Brasil e do Rio são hasteadas na Rocinha e no Vidigal
Fonte: Portal G1
Favelas foram tomadas por forças policiais na manhã deste domingo (13).
Ação com 18 blindados, 7 helicópteros e 3 mil agentes durou 2 horas.
As bandeiras do Brasil e do Rio de Janeiro foram hasteadas neste domingo (13) nas favelas da Rocinha e do Vidigal, oficializando a retomada do territórios (Foto- G1).
A retomada das favelas da Rocinha, Vidigal e Chácara do Céu pelas forças de segurança começou por volta de 4h. A ação durou 2 horas e não houve troca de tiros.
A Operação Choque de Paz reúniu 3 mil homens das polícias Civil, Militar, Federal e Rodoviária Federal, além de 194 fuzileiros navais, 18 veículos blindados, 4 helicópteros da PM e 3 da Polícia Civil. O efetivo da Marinha é o maior já utilizado em ações nas comunidades. Os helicópteros começaram a sobrevoar a região ainda durante a madrugada.
No Vidigal, a polícia usou fumaça azul durante o hasteamento das bandeiras para simbolizar a retomada do território. A informação é de que 160 homens do Batalhão de Choque vão permanecer no Vidigal até que a UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) seja implantada. Na Rocinha, as bandeiras foram hasteadas em frente à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) , no local conhecido como " curva do S ".
'Libertação do jugo do fuzil'
Segundo o governador do Rio, Sérgio Cabral, a Operação Choque de Paz só foi possível "graças à união das forças públicas que trabalharam para o bem comum". O dia, segundo ele, é histórico.
"Nada acontece por acaso. Isso foi planejado há muito tempo pela Secretaria de Segurança, há cerca de quatro, cinco meses, quando pedimos a presidente Dilma que o Exército ficasse no Alemão e Penha até 31 de junho de 2012, porque com isso conseguiríamos entrar na Rocinha", afirmou o governador Sérgio Cabral.
O secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, afirmou que o objetivo da ação era evitar confrontos. "O nosso objetivo era devolver aquele território à população e isso foi feito. Se chegou nesse local há muito pouco tempo, mas o mais importante é que foi sem disparar um tiro, sem derramar uma gota de sangue de seja lá quem for", ressaltou . E completou: "Esse trabalho começou e não tem data para encerrar. É a libertação do jugo do fuzil".
Blindados e helicópteros
Ainda era de madrugada quando equipes, carros blindados e helicópteros começaram a movimentação para invadir a Rocinha. Moradores foram orientados a não deixar suas casas para evitar ficar um possível confronto armado entre policiais e traficantes. Mas, ao contrário do que se imaginava, a retomada do território aconteceu de forma tranquila, sem que nenhum disparo tenha sido feito.
Criminosos tentaram colocar barricadas e jogaram óleo na pista, mas isso não pediu a chegada das tropas ao alto do morro. Homens estrategicamente posicionados nos principais acessos da comunidade ajudaram a evitar o fogo cruzado.
No Vidigal, colchões queimados e óleo jogado na pista, além de lixo e uma televisão, foram alguns dos obstáculos usados por criminosos para tentar impedir a retomada do território.
Às 4h deste domingo, uma coluna com 18 blindados e cerca de 700 homens avançou pelas vias das comunidades para começar a inserção dos homens. Às 4h30 ocorreu a chegada às comunidades, incluindo o uso de helicópteros com câmera de observação térmica. E às 6h, nossos homens informaram que todas as comunidades ocupadas já estavam sob controle", afirmou o coronel Pinheiro Neto, chefe de Estado Maior Operacional da Polícia Militar.



